John Nash nasceu a 13 de Junho de 1928 em
Bluefield, West Virginia, nos Estados
Unidos. O seu pai, também John, era
engenheiro eléctrico; a sua mãe, Virginia,
era professora. Foi ela quam incentivou a
sua curiosidade intelectual, ajudando-o a
obter uma boa formação académica.
Na escola,
os professores não reconheciam Nash como
um prodígio. Consideravam-no, isso sim, como
uma criança extremamente anti-social. Aos
doze anos, cada vez mais isolado, Nash
refugiava-se no seu quarto, dedicando-se a
fazer experiências científicas com as quais
aprendia mais do que na escola. Por volta
dos 14 anos de idade surgiu o seu interesse
pela matemática aquando da leitura da obra “Men
of Mathematics”, (1937) de T. Bell.
Em 1941,
ingressou na
Universidade de Bluefield onde
demonstrou e desenvolveu as suas
capacidades matemáticas. Os colegas
olhavam-no como um estranho, uma pessoa
difícil de entender. Um episódio trágico
veio agravar ainda mais o isolamento de Nash:
numa explosão causada por uma experiência
química levada a cabo por Nash e um colega
seu foi mortalmente atingido.
Em Junho de
1945, Nash ingressou na prestigiosa
Universidade de Carnegie Mellon onde lhe
foi oferecida uma bolsa de estudos. Iniciou
a sua carreira universitária estudando
química e depois matemática. John Synge,
responsável pelo departamento de matemática,
reconhecendo no jovem um grande
talento,incentivou-o a dedicar-se à
matemática.
Em 1948,
foi aceite no programa de doutoramento em
matemática em duas das mais famosas
universidades dos Estados Unidos:
Harvard e
Princeton. A sua escolha recaiu sobre
Princeton. Aí demonstrou interesse por
vários campos da matemática pura: Topologia,
Geometria Álgebra, Teoria do Jogo e lógica.
Mas, mesmo em Princeton, Nash evitava
comparecer às palestras e aulas. Aprendia
sozinho, sem a ajuda de professores ou mesmo
de livros.
Ainda antes
de acabar o curso provou o teorema do ponto
fixo de Brouwer. Algum tempo depois resolveu
um dos enigmas de
Riemann que mas perplexidade causava.
Em 1949, aos 21 anos, Nash, escreveu uma
Tese de doutoramento que, 45 anos mais
tarde, lhe daria o Prémio Nobel de Economia.
O trabalho, conhecido como o "Equilibrio de
Nash" (Non-cooperative games) irá
revolucionar o estudo da estratégia
económica.
Em 1950,
Nash começa a trabalhar para a
RAND Corporation, instituição esta que
canalizava fundos do governo dos Estados
Unidos para estudos científicos relacionados
com a guerra fria. Nash aplicou os seus
recentes avanços na teoria dos jogos para
analisar estratégias diplomáticas e
militares. Simultaneamente continuava a dar
aulas em Princeton.
Um ano
depois, em 1951, Nash foi convidado para
professor de matemática do
MIT onde trabalhou até 1959. No
decorrer da sua estadia no MIT, os problemas
psíquicos começaram a agravar-se. Apesar do
seu frágil equilíbrio psíquico, em 1953,
teve um filho com Eleanor Stier a quem foi
dado o nome de John David Stier. No entanto,
contra a vontade de Eleanor, Nash nunca se
casou. No verão de 1954, Nash foi detido
pela policia numa operação de perseguição a
homossexuais. Como consequência foi expulso
da
RAND Corporation.
Em 1957,
casou-se com Alicia, uma estudante de física
do MIT. Um ano mais tarde, começa a sofrer
de esquizofrenia. Alicia decide, algum tempo
depois, divorciar-se continuando embora a
ajudá-lo na luta contra a sua doença. Nash
teve que desistir do posto de professor no
MIT e foi hospitalizado contra a sua
vontade. A situação era extremamente
irregular. Nash recuperava temporariamente,
mas logo depois voltava a sofrer distúrbios
mentais. Nos breves intervalos da sua
recuperação, produzia importantes trabalhos
matemáticos. Em 1958 o seu estado mental
agravou-se mas, em 1990, conseguiu
recuperar da doença.
Em 1994
recebe, juntamente com
John C. Harsanyi e
Reinhard Selten, o Prémio Nobel da
Economia pelo seu trabalho na Teoria dos
Jogos (Theory of Non-cooperative Games).
Actualmente, trabalha no Departamento de
Matemática da
Universidade de Princeton.
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